domingo, 11 de dezembro de 2011

Di Capri tem sobremesa sem leite

O restaurante Di Capri - centro de Sta Cruz - oferece sobremesas sem leite todos os dias. Ao menos uma opção sem leite e outra sem açúcar (diet) são disponibilizadas no buffet de sobremesas.
Ótima iniciativa. Normalmente, os alérgicos e intolerantes contam com uma ou outra (quando tem) sobremesa que não leva leite na receita: sagu, pudim de merengue, salada de frutas e compotas. Fora isso, que se repete ou nem sempre tem, não há iniciativa dos estabelecimentos para atender especificamente as pessoas com restrições.
Muitas estrelinhas para o Di Capri.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Profissionais da saúde

Queria fazer um post de agradecimento aos profissionais da saúde que têm nos ajudado. Em primeiro lugar, aos pediatras que conseguem diagnosticar a alergia. No nosso caso, a médica Tatiana Kurtz, de Santa Cruz do Sul, percebeu a situação e nos encaminhou para um alergista, em Porto Alegre, o André Becker. Recomendo os dois. É importante ter um bom pediatra e também ir até um alergista para não só confirmar o diagnóstico, como ter informação, arma poderosa contra essa restrição alimentar.
Também somos adeptos à homeopatia. Desde que o Vítor tinha seis meses e descobrimos sua alergia, recorremos também a um homeopata, o José Carlos Brasil Peixoto (www.umaoutravisao.com.br). A homeopatia foi sendo usada para fortalecer o sistema imunológico do meu filho e também para prevenir e combater crises de rinite, bem comuns em quem tem alergia.
Por fim, a busca por um nutricionista é extremamente importante. A nutricionista pode montar um cardápio balanceado para que a falta de leite não resulte em falta de cálcio para o organismo. Além do que se aprende muito sobre a combinação entre os alimentos, a alimentação saudável e, sobretudo, sobre quais produtos industriais contém ou não leite (leitura dos rótulos). Atualmente, quem nos assiste nessa especialidade é a Viviane Spacil (Bio Haus Klinik, rua Gaspar Silveira Martins, 1297). Ela está nos ajudando agora na transição do Vítor para o consumo do leite, um processo que tem mais sucesso com o acompanhamento de um nutricionista. Recomendo.

Comidinha caseira

 A dica do dia para os alérgicos é procurarem fazer as refeições em casa. Nada contra os restaurantes, no entanto há mais garantia da comida isenta de leite e derivados no controle da casa do alérgico. 
Nos dias úteis, fazemos todas refeições em casa e o lanche levado à escola ou ao trabalho (no meu caso), também sai de casa. Graças a Rosângela Franco, que trabalha conosco, garantimos uma comida caseira gostosa, bem feita e sem leite, nem contaminação com o produto.
Com isso, podemos comer as hortaliças e demais produtos sem agrotóxicos (arroz, feijão, farinhas, ovos, sucos) da Ecovale, cooperativa de agricultores ecologistas de Santa Cruz do Sul (tem um post anterior com os dados dela). E também evitamos o uso de corantes e muitos temperos químicos, que não são nada legais para os alérgicos. De quebra, nossos sucos são adoçados com açúcar mascavo, o que agrega ferro à refeição e evita o açúcar branco. Na rua, isso seria bem difícil de conseguir.

domingo, 20 de novembro de 2011

Leites de aveia e de arroz

Além do tradicional leite de soja, os alérgicos e intolerantes a leite de vaca, cabra e outros podem se valer dos "leites" de aveia e de arroz. São duas invenções que se assemelham em cor e sabor ao leite de vaca e podem ser usados também em receitas substituindo o leite de vaca.
O preço é um tanto salgado, mas vale tentar, especialmente porque tem muita gente alérgica a leite e a soja, que fica quase sem opção. Na minha opinião, o leite de aveia é mais gostoso, porém mais caro, em torno de dez reais o litro. O de arroz custa um pouco menos.
Essas opções podem ser encontradas em casas de produtos naturais. Em Santa Cruz do Sul, tem na Pra Vida (Floriano Peixoto, 1205).

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Guloseimas

Difícil fazer uma criança alérgica a leite ficar sem as tradicionais guloseimas, que, em sua maioria, levam leite. As alternativas dependem da idade da criança no sentido dela aceitar ou não coisas simples. Pois a maior parte das guloseimas sem leite são docinhos e salgados pouco sofisticados, quitutes antigos, que já caíram "de moda".
Destaco as barrinhas de arroz caramelado, o pé-de-moleque, a bala de goma (muito embora essa tenha ganhado novas versões ao agrado da gurizada) e outras balas sem leite (bala de gelatina, bala de mel, bala de banana). Uma coisa que as crianças gostam, especialmente no verão, são as gelatininhas de algas. Elas vêm em uns potinhos pequenos, coloridos, e são deliciosas e saudáveis.
Há algumas marcas de chocolate sem leite, comercializados em pequenas barras, entre elas a Choco Soy, a Cacau Show (com uma linha sem lactose) e outros poucos. O primeiro já é comum em Sta Cruz. Tem na Candimix, tanto no Shopping Santa Cruz, como na loja do centro. Também pode ser encontrado nos supermercados e em lojas de produtos naturais.
Há pouca coisa em termos de bolacha recheada e de wafer. Tem uma bolacha da Filler-Germani que não leva leite. E um wafer da Isabela (sabores chocolate e morango). Mas sempre é bom conferir o rótulo, pois as empresas frequentemente trocam os ingredientes e podem agregar leite ou traços desse produto.

domingo, 13 de novembro de 2011

Alimentos sem agrotóxicos

Os alérgicos a leite tentem a ter outras alergias. As mais comuns são a corantes e a alguns temperos. O recomendado - como seria para todas as pessoas - é um alimentação mais natural, com produtos sem agrotóxicos, por exemplo.
Em Santa Cruz do Sul temos produção de alimentos sem veneno. É feita pelos agricultores associados da Ecovale, cooperativa organizada pelo CAPA (Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor). A Ecovale faz duas feiras por semana, às terças e sextas-feiras à tarde, na sede do CAPA, Rua Thomas Flores, 805 (fone 51-3715-2750). Na feira, pode-se comprar frutas e verduras, além de pães, bolachas, bolos e massas caseiras. Inclusive, nas sextas-feiras há pães sem leite e cucas alemães (tradicionais na região) sem leite e glúten.
Durante os demais turnos da semana, em horário comercial, o local oferece uma loja com produtos ecológicos. Tem arroz, feijão, café, farinhas de trigo, milho, soja, erva mate, sucos, vinagre, bolachas, entre outros itens.

domingo, 6 de novembro de 2011

Produtos de soja

Em Santa Cruz do Sul, boa parte dos supermercados já tem gôndolas especiais com produtos sem leite, geralmente os que são feitos de soja para substituir o leite. O campeão em variedade é o super Müller. Além de ter vários tipos de produtos, é raro faltar os "leites", cremes (substituto do creme de leite) e o condensado de soja, assim como os shakes da Ades e os iogurtes nesse super.
Falando nisso, os produtos da Ades, para mim, são os mais gostosos entre os preparados de soja. Tem um shake de morango que é uma delícia. Os sucos nós não compramos, geralmente fazemos suco natural em casa, mas os produtos que são "similares" ao leite, são bem gostosos. Vale a pena provar, mesmo quem não tem alergia ou intolerância.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

X Tudo

Um Xis burguer leva ingrediente a base de leite. Mas dá para construir um bom Xis sem usar o queijo e com pão sem leite. A dica deste post é como fazer isso.
A padaria Pão Nosso(Borges de Medeiros, 125)  faz pão de Xis. Só é preciso encomendar antes. E não tem leite. 
Nele, podemos colocar o bife de hambúrguer (ou outro recheio, como coração, calabreza, bacon, frango etc), a alface, a maionese sem leite (a maioria é, cuide, a Hellmann's tem uma com leite), o catchu, a mostarda, o tomate, o ovo, o milho e a ervilha. 
Depois é só prensar e comer.

domingo, 30 de outubro de 2011

Hotéis

Nosso Vítor adora ir para um hotel. É seu deleite passear para ficar hospedado num hotel. Ele curte tanto que nem liga para o pouco que lhe reserva naqueles super cafés da manhã, com quase tudo o que está disponível feito com leite.
Nós acabamos pesquisando em cada hotel o que ele pode e o que não pode. E fazemos uma festa com o pouco que achamos. Então a dica desse post é como montar um café de hotel para os alérgicos, especialmente crianças. Lá vai:
1 - Começar com suco e frutas;
2 - Ir para os sucrilhos (verificar na cozinha se têm leite ou não vendo o rótulo do produto) embebidos em chá (o melhor é o de maçã);
3 - Depois, pão francês com geleia ou mel (as margarinas contém leite) ou com presunto; se tiver molho para cachorrinho quente, dá para usar o molho e montar um cachorrinho no pão francês;
4 - Ovos mexidos também são uma pedida, mas tem que ver se não levam leite ou queijo. É possível pedir um especial sem esses ingredientes, mas é bom alertar a cozinha sobre a frigideira (podem usar a mesma, sem lavar do omelete anterior);
5 - Alguns hotéis já introduziram o leite de soja no café da manhã. Se for o caso, dá para tomar um café com leite. Caso contrário, o jeito é ir de chá ou de suco. As crianças geralmente preferem o suco ao café;
6 - Se o café foi bem simples, sem muita variedade, cuidado, pois pode não haver nenhum tipo de pão sem leite. Quando  não conhecemos o local, eu costumo levar bolachas para quebrar um galho, caso ocorra de não ter nada de farináceos para os alérgico. Daí se dá um jeitinho comendo bolachinhas com geleia e tomando chá ou suco.
E é isso. Dá para se divertir e comer bastante mesmo com a restrição ao leite.

sábado, 29 de outubro de 2011

Panquecas

Para encerrar a noite, lembrei de uma dica rápida: panquecas. Há quem pense que alérgico a leite não pode comer panquecas. É só fazer a massa com água ao invés de leite (água, ovos, farinha e sal) e o recheio de algo que não leve leite. A panqueca simples de carne moída não leva leite. E de resto, é só ser criativo. Boa noite.

Bolos

Eu adoro bolo. Especialmente à tarde, no inverno, com café. Ainda não contei aqui neste blog: quando descobrimos a alergia do meu filho, também soube que era alérgica ao leite. Não com tanta gravidade, mas, em síntese, se eu não consumir leite e derivados, vivo melhor. Então parei de consumir (salvo algumas escapadelas), especialmente quando estava grávida do meu segundo filho, o Otávio, como forma de prevenir uma futura alergia nele.
Bom, retomando, adoro bolo e a ideia de não poder mais comer essa gostosura me chateou. Aos poucos, fomos experimentando e descobrindo que dá para fazer muitos bolos sem leite. Bolo de laranja, pão de ló, bolo de leite de soja, nega maluca (se faz com água ao invés de leite). Enfim, até mesmo torta dá (isso fica para outro post).
Então a dica aqui mais do que a do bolo é a de que se tem que experimentar fazer para ver que há alternativas.

Refeições fora de casa

Sempre se recomenda a quem alguma restrição alimentar, alimentar-se preferencialmente em casa. O controle é bem maior, os riscos, menores. Porém há quem não possa fazer as refeições em casa ou quem queira, eventualmente, como nos finais de semana, comer fora.
A dica deste post é para o final de semana dos alérgicos ou intolerantes ao leite. O que indico é escolher locais onde a base seja carne, as churrascarias. Onde a base é carne, geralmente tem saladas e algum outro acompanhamento, como arroz puro, polenta frita ou batata cozida (cuidado com essa, pode ter manteiga ou margarina ao redor).
Nossa família quase sempre opta por locais fartos em carne e que ofereçam saladas, arroz, polenta ou massa, que é o que nosso menino alérgico gosta. Fugimos de cantinas ou galeterias, que além das carnes trazem muitas massas com molhos à base de queijos. É uma tortura para quem não pode comer e evitamos submeter nosso filho a isso. Muito embora seja importante que as crianças com restrições alimentares saibam conviver em espaços onde a oferta de alimentos "proibidos" exista, pois terão que aprender isso para toda vida caso não superem sua alergia.
Em Sta Cruz, para quem não quer se fartar nas churrascarias, sugiro uma a la minuta (dá para comer tudo o que vem). É possível também comer no restaurante chinês, no centro da cidade (o Schung King). A maior parte dos pratos são sem leite e derivados (só atenção a alguns bolinhos, cuja massa tem ou pode ter leite).
Outra boa opção para o findi é ir até Rio Pardo e desfrutar de uma vista linda comendo um peixe (traíra) à beira do Rio Jacuí, no restaurante flutuante (não sei se é esse é o nome do local). O prato inclui traíra frita, batata frita, pirão, arroz, molho (cebola e tomate) e salada. É uma delícia e o alérgico pode comer tudo. Há a opção do buffet que, se não estou enganada, também não contém nada com leite e derivados.

Cafés

É elogiável a inovação das cafeterias de Santa Cruz do Sul. Boa parte delas introduziu o café com leite de soja no cardápio. Na verdade, ele quase não aparece no cardápio, no entanto existe na prática.
Nas cafeterias da Dorinho, Iluminura e Samurai (essa última nem sempre disponibiliza) é possível tomar desde um pingato até um cappuccino com leite de soja. Claro, não se terá o chantili no cappuccino, mas de resto, tem tudo.
Isso é muiiiito bom e só quem tem restrições alimentares vai me entender. Quanto vamos a confeitarias ou cafeterias, quase não há nada para se comer. Então, ao menos um café mais incrementado do que os tradicionais expresso ou carioquinha, compensam a limitação.
Mas para fazer justiça, na Iluminura há alguns lanches que a casa se propõe adaptar sem uso de leite e derivados. É só pedir.

Brigadeiro

O famoso brigadeiro pode ser feito para crianças alérgicas. Basta usar leite condensado de soja e chocolate sem lactose (cacau). Quem sabe fazer o brigadeiro tradicional, consegue a mesma consistência com os ingredientes sem lactose.
No post anterior, quando falei em festas infantis, não mencionei o brigadeiro porque geralmente não encomendamos esse doce sem leite. Mas já fiz um aniversário do meu menino mais velho (de 2 anos) todinho com comidas sem leite, incluindo aí o brigadeiro e a torta. Na época, a Sandra, da Manja Benne, fez a festa para nós e se esmerou na criatividade e busca de ingredientes sem leite.
Depois de um tempo ela acabou não conseguindo nos atender mais. Para quem trabalha com escalas maiores, é complicado se dedicar a uma produção tão particular que exige muitos cuidados, especialmente para não haver contaminação dos ingredientes ou utensilios. Sou muito grata a ela por ter colaborado conosco especialmente nos primeiros anos que lidávamos com a alergia.
Falta em Sta Cruz alguém que se dedique à produção de confeitos para festas para alérgicos ou diabéticos. Penso que tem mercado.

Festinhas de criança

Como se dribla a restrição ao leite em festa de criança? Nosso jeito foi levando doces e salgados sem leite para ofertar para meu filho. Duas confeiteiras tem nos ajudado muito nessa empreitada. Uma é a Saionara (3717-2291), que está no mercado há vários anos, e tem feito os quitutes das festas de aniversário do Vítor. E outra que iniciou há pouco, da Marlene (9672-2522), da qual tenho me valido para as guloseimas do final de semana, mas ela trabalha também com festas.
Nas festas, Saionara, sabiamente, consorcia alguns salgados e doces sem leite com outros com leite, possibilitando que o aniversariante e outros que tenham restrição ao leite, possam comer na festa. E atende aos demais, com seus tradicionais salgados e doces.
Entre o que não precisa levar leite, estão o pastel simples (carne ou frango ou calabresa), o cachorro quente (cuidado com o pão), a batata frita, a linguicinha (típica nas festas em Sta Cruz) e a torta fria (observar a maionese). Nos doces, Saionara capricha no quindim, no olho de sogra e numa torta de bolacha maria sem lactose (bolacha da marca Bistex e um recheio com chocolate sem leite).
Eu costumo complementar o cardápio para os alérgicos com algumas coisas que realmente fazem a alegria das crianças: bala de goma, potinhos de gelatina, machimelow, gelatina de algas. Também costumo colocar sorvete de leite de vaca para quem não tem alergia e de soja para quem tem.
A Marlene está há menos tempo no mercado, no entanto está se saindo muito bem. Como já a conhecia, propus que fizesse algumas coisas para nós sem usar leite. Ela topou. Fez cuca alemã, torta de chocolate, cueca virada, torta fria e está prestes a fazer uma torta doce. Embora ela não tenha feito nenhum aniversário para nós, ela trabalha muito com festas e tenho certeza de que daria conta de fazer uma festa com vários pratos sem leite.
Quem quiser o contato de ambas, escreva que mando.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Pizza

Pizza sem queijo é possível e gostosa. E pode ser comprada em pizzarias. Dois aspectos têm que ser observados, na minha avaliação: confiança no lugar em que se consome, para saber se o pizzaiolo será cuidadoso ao fazer sua pizza, não a contaminando com queijo ou usando recipientes contaminados, e o sabor que se pede.

Em relação ao sabor, não dá para pedir uma "quatro queijos", nem "catupiry" ou outros sabores em que o queijo seja a "alma" daquela pizza. Minha sugestão é pedir sempre com ingredientes fortes, como calabreza, peperoni, bacon, coração e os adendos que tornarão a pizza saborosa mesmo sem queijo.
Nas doces a complicação é maior, pois além da ausência do queijo, geralmente as pizzarias usam chocolate com leite, doce de leite e as pizzas de frutas, sem o queijo, não ficam muito saborosos.
Minha dica para pedir pizzaria em Santa Cruz do Sul é o restaurante e pizzaria La Fiamma (Borges de Medeiros, 580). Funciona de segunda a segunda-feira, à noite, tem tele entrega e são muito cuidadosos. A loja desta pizzaria no Shopping Santa Cruz, a Pizza do Pedaço, também faz pizza sem queijo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pães sem leite

Fazer um pão sem usar leite de vaca não é impossível. Esse ingrediente pode ser substituído facilmente por leite de soja, suco de laranja ou mesmo água. No entanto, mesmo com a popularização das máquinas caseiras de fazer pão, nem sempre se pode fazer pão em casa para driblar o problema com a proteína do leite ou com a lactose.
Há vários tipos de pães que não levam leite e podem ser encontrados facilmente nas padarias. O pão francês (ou como nós gaúchos chamamos, o cacetinho) não leva leite. Mas cuidado, muitos preparos prontos desse pão que chegam às padarias levam margarina e quase todas margarinas disponíveis no mercado têm leite (a Becel é a única que não tem).
Em Santa Cruz do Sul, há uma padaria especializada em produzir para alérgicos,  intolerantes e diabéticos. É a Padaria Brasil. Tem pães, bolos e alguns biscoitos e doces sem leite, ou sem glúten ou diet. Fica na Borges de Medeiros, quase ao lado do estacionamento do Max Shopping.  Essa padaria funciona no horário comercial, de segunda a sexta-feira. Aceita encomendas.
Também recomendo a Pão Nosso (Borges de Medeiros, 125), que tem uma variedade grande de pães sem leite (quase todos) e cujos pães são muito gostosos. A Pão Nosso funciona de segunda a sexta-feira inclusive ao meio-dia, fechando às 19h. Aos sábados, fecha no horário do almoço e retoma à tarde, e aos domingos não abre. Nessa padaria, é possível comprar pão de cachorrinho quente sem leite e comprar o cachorrinho também, que é feito no local. Eles aceitam algumas encomendas especiais, como sonhos com massa sem leite e recheio de goiabada e pastel de banana e canela (teria o mu-mu, mas eles fazem sem sob encomenda).
A Padaria Pritsch (Floriano, 1547), conhecida pelas suas delícias, também tem dois pães sem leite: o cacetinho e o penquinha. Além disso, aceitam encomenda para uma torta sem leite, com recheio de frutas e coco, e de mini-hambúrger sem leite na massa do pão, sem queijo e sem maionese (porque algumas têm leite).
E a novidade que descobri há poucos dias é que a Padaria Jamaica, ponto tradicional em Sta Cruz, faz sob encomenda cucas alemãs sem leite. Provei e gostei. Recomendo.

domingo, 23 de outubro de 2011

Leite de soja e afins

Não sou muito confiante na soja como um bom alimento para o homem, porém tive que me render a certos produtos dessa leguminosa em função da substituição do leite.
Sem querer entrar na seara técnica, que não é da minha alçada, a soja por si só gera "leite" e não tem cálcio. Mas produtos a base de soja tem sido criados com adição de cálcio e com consistência e gosto que permitem substituir os semelhantes feitos de leite, como o caso do leite condensado e do creme de leite de soja.
Em Santa Cruz do Sul, muitos supermercados vendem esses produtos. Destaco o Müller, que tem uma gôndola com leite condensado, creme de leite, biscoitos, achocolatado para beber, chocolate me pó, chocolate em barra, entre outros. Dificilmente esses produtos faltam nesse supermercado.

Sorvetes sem leite

Após um domingo de calor de verão em plena primavera, o primeiro post com dicas de produtos sem leite é de sorvetes. Em Santa Cruz do Sul, várias sorveterias têm opção dos "gelados" à base de soja ou simplesmente sem leite.
Destaco a Castelinho, que está de endereço novo, na rua Borges de Medeiros, próximo à Rua Marechal Floriano. A Castelinho tem fábrica própria e oferece a maior variedades de sabores sem leite na cidade (chocolate, creme, morando, banana e uva). Aproveito para dar a dica do de creme, que parece estar mais delicioso após a mudança da sorveteria. Há potes pequenos, para o consumo no local, e podes de meio livro para levar para casa. Vale observar que nessa sorveteria há um cuidado no servir o sorvete de modo que não haja contato entre o que é de leite e o que é sem leite. Isso é muito importante para alérgicos e intolerantes.
Além dessa, a Sorveteria da Mônica (as da Floriana Peixoto e a do Shopping Sta Cruz), tanto nos pontos do centro, como do shopping Sta Cruz, tem opões de sorvetes de uva e de maracujá sem leite.
No Max Shopping Center, a Sorvetes Gut também oferece opções.
Uma dica é sempre cuidar quando o sorvete é servido para que não haja contato entre os produtos com leite e os sem.

Apresentação

Parafraseando o livro de Sonia Hirsch, Sem açúcar, com afeto, criei este blog para depositar e difundir a experiência e as informações acumuladas em seis anos de convivência com uma restrição alimentar, a alergia ao leite. Meu filho, o Vítor, hoje com seis anos, é alérgico, algo que não sabíamos existir até nos defrontarmos com sua restrição.
Com o passar do tempo, aprendemos a conviver (muito) bem com o problema. O leite e seus derivados viraram algo que simplesmente não podemos consumir e nada mais. 
A adaptação a uma alimentação sem leite e derivamos só foi possível graças a uma rede de serviços que fomos montando para que o Vitor pudesse não só se alimentar bem, de forma saudável, como conviver socialmente bem, sem muitas das privações que uma dieta especial poderia lhe causar.
O objetivo deste blog não é discutir o tema ou fornecer informações técnicas, mas sim publicizar os serviços e seus fornecedores de produtos sem leite e derivados no local onde vivemos, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, Brasil. Como narrei acima, ao longo dos anos, fomos buscando em supermercados, padarias, confeitarias, sorveterias e outros alimentos sem leite que pudessem garantir não só uma boa alimentação, bem como substituir com similares produtos tradicionalmente confeccionados à base de leite, como sorvetes, brigadeiros, tortas, pães, entre outros. 
De 2005 para cá, é fato que aumentaram essas possibilidades, especialmente em função do crescimento da indústria ligada à cadeia da soja. Leite, leite condensado, creme de leite, biscoitos, chocolates à base de soja vêm tornando possível, especialmente às crianças alérgicas e intolerantes ao leite, contarem com as tradicionais guloseimas e com pratos salgados que levariam leite. 
Mas para além disso, nossa grata surpresa foi que muitas pessoas se dispuseram, na cidade onde moramos, a experimentar confeccionar produtos sem uso de leite, adaptando as receitas, inventando novas, para atender meu filho. Num ato de solidariedade para com o Vítor (talvez depois dos apelos da mãe), contamos com muita ajuda para burlar uma cultura de centralidade do leite na nossa alimentação. 
E é isso que pretendo postar aqui, os locais e pessoas que podem ajudar os alérgicos ao leite (e por tabela os intolerantes à lactose) em Santa Cruz do Sul, auxiliando quem convivem com essa restrição por aqui.